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riscos_e_rabiscos

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De Coração Partido

Foi assim que me senti quando entreguei o meu bichinho que encontrei maltratado na rua.

Numa noite de chuva o encontrei e numa manhã de chuva o entreguei.

 

Consegui encontrar uma associação que fez o grande favor de me ficar com ele, o Oscar (foi este o nome que lhe dei).

Não perdi a esperança dele encontrar uma família que o adopte e o estime como ele merece.

 

Quando fui buscar o Oscar, o bicho assim que me viu saltou para cima de mim e vá de me dar lembidelas.

Senti que o tava a trair quando o deixei na associação.

O bichinho ficou cheio de medo de ouvir os outros ladrar e eu tive de o deixar ali sozinho, sem o pode3r proteger.

Estou cheia de remorsos e com o coração partido mas não podia fazer nada. Não podia mesmo ficar com ele nem ele estar mais tempo na oficina do meu pai.

 

Sei que ali cada bichinho tem um comedouro com ração só pra si em vez de um prato para comida para todos, o que faz com que alguns consiam comer e outros passem fome.

 

Não consigo exprimir a dor que sinto por causa do bichinho.

Apadrinhei-o para o poder ver e ir buscá-lo quando quiser. Mas só de pensar no frio que os animais passam nas boxes ainda fico mais triste.

 

Vim de lá lavada em lágrimas e lavada em lágrimas estou enquanto escrevo este post.

 

Continuo a fazer o mesmo apelo: se alguém quiser um cãozinho de porte médio/pequeno, meio e amigo e que gosta de brincar, veja as aqui as fotos e entre em contacto comigo através do mail abaixo:

 

maildateacher@sapo.pt

 

O cãozito está na AMIAMA. Se alguém viver nas redondezas e for deitar tapetes, cobertores ou mantas fora, não o faça. Doe-os a esta associação ou a outra perto de si. concerteza ficar-lhe-ão muito agradecidos.

Desolada...

Lembram-se do cãozinho que acolhi da rua? Pois é. Não posso ficar mais tempo com ele e não consigo arranjar um dono para ele ou alguma associação que o aceite.

 

Já telefonei para algumas associações de animais e a resposta é sempre a mesma "estamos completamente cheios, não podemos aceitar mais animais". As pessoas com quem falei aproveitam sempre para desabafar alguma situação recente.

 

Compreendo perfeitamente que as associações estejam a abarrotar de animais pois a quantidade de animais abandonados é gritante. Inclusivamente há pessoas que têm a coragem de mandar os animais através dos muros!

 

Depois começo a pensar como é que as associações de animais conseguem aguentar-se com tantos encargos às costas. Sim porque os animais têm de comer, fazer a sua higiene e serem tratados das suas maleitas.

 

Não era nada mal pensade se cada um de nós contribuisse com qualquer coisinha para uma associação que nós conheçamos ou esteja perto de nós. Com cerca de 1 ou 2 euros podemos comprar ração seca ou húmida, detergente, arroz, etc. Se calhar até podemos dispensar este 1 ou 2 euros dos nosso orçamento, por exemplo, bebendo menos dois cafés e fazer uma acção de caridade para com os bichinhos. Eles agradecem muito e nunca se esquecem de quem é amigo deles.

 

Pensem nisso!

 

 

 

Até Para Ser Cão é Preciso Ter Sorte!

 

Diz o adágio popular que todos os cães têm sorte. Mas nem os tempos são o que eram e nem os cães do provérbio têm quatro patas.

 

Apareceu um cliente do meu irmão a dizer que queria ficar com o bichinho. Óptimo! Finalmente o bichinho ia ter o lar que merece.

O meu irmão entregou o cãozito com todas as recomendações e senãos julgando, ingenuamente – já vão ver porquê -, que iria em boas mãos.

 

Ao sair de casa para ir para o convento, deparo-me com um cãozinho. Hã?! Fiquei super confusa. Parece-me o cãozinho bebé…

Fui em direcção ao bichito que, assim que me viu, desatou a saltar de contentamento e vá de saltinhos e lambiscadelas.

 

Achei muito estranho o bichinho estar ali. Olhei em redor à procura do meu irmão ou pai, pois passou-me pela cabeça que eles tivessem por ali e tivessem trazido o bichinho. Não vi ninguém.

 

Peguei no canininho e trouxe-o para casa de novo. Estava faminto e cheio de sede. Entrou na cozinha e empoleirou-se no lava-loiças à procura de comida até que descobriu os cereais do Bóbi e o prato da comida que ainda tinha uns restinhos. Devorou-os em menos de um segundo. É claro que o Bóbi, cioso do seu território e egoísta como é com a sua comida, arreganhou os dentes ao pobrezito.

 

Lá teve o pequeno de ficar fechado no wc com comida e água, enquanto o Bóbi guardava a porta à espera que o meu irmão viesse buscar o cãozito para o levar de volta para a oficina.

 

Em resumo, o fulano que levou o bichinho, ao chegar a casa, não deve ter querido o pobre bichinho que foi posto na rua. De novo. E foi aqui que o meu irmão foi ingénuo ao acreditar na boa fé (?!) de outrém. Percebem agora porque digo que até para se ser cão é preciso ter sorte? Tenho muita pena que um cãozinho tão meiguinho e simpático não tenha a sorte de arranjar donos que o tratem bem.